Quase
Ainda não prederam nenhum do bando de aloprados do molusco presidencial. Mas já acharam um desmiolado.
Tia afirma que falso padeiro é "desmiolado" Folha Online, 28out06
Escrito por Mastim às 13h06
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Troca de gentilezas?
Se nos Jogos Panamericanos de 2007 houver uma modalidade de Tiro no Pé, o Brasil tem fortíssimos representantes.
Primeiro, o bando de aloprados de nosso molusco presidente vêm com a patacoada de um dossiê contra os penachos tucanos (farsa que alguns julgam como o principal motivo de ter havido o segundo turno, voltando-se contra os perpretadores da idiotice). Agora, parece que os peessedebistas retribuem o favor, forjando um depoimento de um padeiro sobre a origem do dinheiro a fim de incriminar os petistas.
A se confirmar a história, PT e PSDB merecem morrer engalfinhados - mais ou menos como este famoso fóssil. Infelizmente o Brasil iria junto - mas iria se ph*der de qualquer forma mesmo.
Gi Joe!
Escrito por Mastim às 14h18
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O mundo dá voltas...
Alckmin diz ser "inadmissível" Serra disputar as eleições em 2006. Manchete da Folha Online, 03nov04.
Folha - Serra deixar a prefeitura para concorrer em 2006 seria um suicídio político? Alckmin - Concordo. Você deixar o Legislativo pode ser compreendido, mas não o Executivo, especialmente numa cidade-Estado como São Paulo. É inadmissível, uma hipótese fora de cogitação. O próprio Serra já disse isso na campanha e reiterou, eleito.
Escrito por Mastim às 07h57
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Piada pronta
"Numa mesa de 12, um traiu Jesus Cristo"... "Bando de aloprados..."
 Sobre cartaz de The Nutty Professor de 1996, com Eddie Murphy, refilmagem do clássico de Jerry Lewis de 1963.
Escrito por Mastim às 08h13
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PCC 3... ou Recordar é viver 2...
SP tem 29 ataques em 5 dias; tropas de elite reforçarão segurança SP transfere presos para conter violência; ataques chegam a 38Manchetes da úlima semana? Nope, de mais de dois anos atrás. Folha Online, 06nov03 Folha Online, 08nov03
Escrito por Mastim às 19h31
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PCC 2... ou Recordar é viver... ou Semeando Ventos...
Há dois anos em uma galáxia muito, muito próxima...
Justiça determina que líder do PCC deixe regime de prisão especial Folha Online 18jun04Uma decisão judicial determinou, nesta sexta-feira, que Marcos Camacho, o Marcola, um dos principais líderes do PCC, seja liberado do RDD (Regime Disciplinar Diferenciado).
Com a decisão, Marcola pode deixar o presídio de segurança máxima de Presidente Bernardes, onde está atualmente, e onde vigora o regime.
Segundo a decisão do juiz corregedor Miguel Marques e Silva, o Ministério Público não conseguiu provar a ligação entre Marcola e os crimes que lhe eram atribuídos. Além dele, também deve sair de RDD Julio Cesar de Moraes, o Julinho Carambola.
Segundo o juiz, os indícios coletados pela Promotoria eram suficientes para a decretação de um período de 90 dias de RDD, mas não para que seja renovado este período sem que tenham sido produzidas novas provas. ---------------- Srs. Jornalistas, que tal uma entrevista com o excelentíssimo, digníssimo, ilustríssimo, meritíssimo Sr. Miguel Marques e Silva? Ah, sim! Sr. Governador, eu também quero a minha TV de Plasma pra assistir aos jogos da seleção. Yo, Joe!
Escrito por Mastim às 19h19
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PCC...
Trecho de entrevista do Excelentíssimo Senhor Governador do Estado de Sítio... digo, de São Paulo, Cláudio Tudo-sob-Controle Lembo:Folha Online, 18mai06 Folha - As autoridades paulistanas garantiram, nos últimos anos, que o PCC estava desmantelado, que era um dentinho aqui ou ali. Elas enganaram os paulistanos? Lembo - Não saberia responder. Eu não engano. Eu acho que nós ganhamos uma situação mas é um grande risco. Temos que ficar muito atentos. Folha - Essas autoridades garantiram que o PCC tinha acabado. Ou elas enganaram... Lembo - Ou o dentinho era maior do que elas diziam. Folha - Ou foram incompetentes. O senhor vê terceira alternativa? Lembo - Pode ser que tenham sido exageradas no momento de transferir segurança. Quiseram ser tranquilizadoras. Folha - Então elas iludiram as pessoas? Lembo - É possível. ------------ Agora eu fiquei assustado... GI Joes!!!
Escrito por Mastim às 19h15
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No Patropi – parte 2 de 2 – Comandos em Ação
1984 não é apenas um livro de George Orwell, é também o ano em que a nova versão dos GI Joes faz sua estréia no Brasil. Ao mesmo tempo em que Falcon – com seus quase 30 cm – saía de cena, os bonecos menores – com pouco mais de 10 cm – aportavam por aqui trazidos pela mesma Estrela. Comandos em Ação – os Colecionadores de Aventuras – era uma continuação da série Falcon, mas a estratégia de marketing de lançamento e divulgação da nova linha de certo modo ocultou essa ligação. Para todos os efeitos entre os garotos eram novos bonecos – além disso, os que brincaram com as primeiras versões do Falcon a essa altura já eram bem grandinhos, então era a um público novo que os CAs eram voltados. Havia outros bonecos pequenos no mercado nacional, mas de qualidade inferior e sem os atrativos dos CAs – articulações que permitiam movimentos realistas, apetrechos intercambiáveis e variados. A primeira série contava com apenas seis bonecos. Com uma campanha maciça nos gibis e na televisão, foi uma grande febre no Natal. O sucesso só cresceu com o início da exibição da série animada pela Rede Globo a partir de 1986. Coleções anuais foram lançadas até 1995. Nos anos finais, os veículos deixaram as características realistas e passaram a ter formas e cores mais extravagantes. A partir de 2002, a Gulliver passou a importar diretamente os novos GI Joes. Mas o sucesso não se repetiu por uma série de fatores. A divulgação quase inexistente, os desenhos já não eram mais exibidos na TV aberta, existência de vários concorrentes de qualidade e mudanças de muitos hábitos – como o domínio dos jogos eletrônicos como meio de diversão da garotada. Foi o fim de uma era por estas paragens.
Escrito por Mastim às 12h34
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No Patropi – parte 1 de 2 – Falcon
Uma mentira que contam por aí é que crise em chinês é escrito com ideogramas que representam perigo e oportunidade, e que isso significaria, na sabedoria chinesa, a idéia de se enxergar oportunidades em momentos de dificuldade. Edificante, mas baseado em algo falso. Embora um dos ideogramas represente a noção de perigo (wei) e o outro ideograma (ji) seja usado também na composição da palavra oportunidade (jihui ou jiyu), a combinação na palavra weiji teria mais a noção de “o momento em que as coisas começam a degringolar”. Provalmente ignorando tudo isso – que havia uma palavra chinesa correspondente à crise, que havia pessoas que achavam que significava uma conjunção de perigo e de oportunidade e que essa especulação era errada – a Hasbro passava por momentos difíceis nos fins dos anos 1970 e início dos 1980. A crise do petróleo encarecera a matéria-prima (plástico) de seus produtos (brinquedos – particularmente, GI Joe), o que gerou um achatamento nas vendas no mercado interno (no americano, naturalmente). Isso motivou os executivos a procurarem novos mercados. O GI Joe foi assim licenciado para ser produzidos em várias partes do mundo – Europa, Ásia (Japão), México e outros. Inclusive o Brasil. Nestas paragens quem adquiriu o direito de produção foi a Manufatura de Brinquedos Estrela. Em 1977 era lançado o Falcon. (Não sem antes uma minuciosa pesquisa de mercado, tentando – como fez Don Levine – desvincular a visão tradicional de bonecas de menina. Com isso adotou-se um corpo musculoso, cicatriz no rosto, cabelos encrespados – com aparência similar ao GI Joe - e a profissão militar – um tema que poderia ser um tanto delicado à época, uma vez que o Brasil – como muitos países da América Latina – vivia sob ditadura militar. E o AI-5, representando um endurecimento do regime, havia sido baixado há pouco.) Foi um enorme sucesso – no primeiro ano, cerca de 1 milhão de bonecos foram vendidos. Os modelos iniciais eram o Falcon de cabelos escuros com e sem barba. Posteriormente vieram o Falcon loiro e o ruivo. Em 1979 viria uma revolução para a época – o Falcon Olhos de Águia: uma chave atrás da cabeça permitia mover os olhos para um lado e para o outro. Aos poucos, Falcon foi perdendo sua característica militar e adquirindo uma personagem mais de aventureiro explorador – com ações na selva, no mar, no deserto e outros ambientes. Nos anos 80, Falcon passaria a ter um lado futurista vivendo aventuras espaciais. Ganhou um inimigo poderoso – Torak, um alienígena conquistador de galáxias. Mas ganhou também um aliado igualmente poderoso, o ciborgue Condor. Após experimentar anos de enorme sucesso, suas vendas começaram a cair e, em 1984, sua produção foi encerrada. Ao mesmo tempo, as versões menores baseados no desenho animado dos GI Joe foram lançadas – sob o nome de “Comandos em Ação”. Em 1994, a Estrela relançou os bonecos maiores do Falcon, mas, sem sucesso, interrompeu novamente em 1996. Uma nova tentativa foi feita em 1999, sob o nome de “Força de Ataque” (a pedido das Lojas Americanas). Mas bonecos mais modernos como Max Steel da Mattel foram uma concorrência muito forte. Curiosamente, Falcon é um personagem que não existia entre os GI Joe originais, mas no longa metragem do desenho animado (1987) – que foi transformado em uma série em 5 episódios – um personagem chamando Tentente Falcon (mas com aparência totalmente distinta) foi introduzido.
Escrito por Mastim às 03h50
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Atrás de todo grande homem...
“A mãe chega à loja de briquedos para comprar um presente. – Pois não? – atende, solícita, a vendedora. – Sabe? Eu queria comprar uma Barbie. É o aniversário da minha filhinha... – Claro. E qual modelo a senhora gostaria de levar? – e antes que a cliente respondesse, foi logo mostrando toda a variedade de bonecas – Tem a Barbie Sonho de Princesa, a Barbie Moda Praia, a Barbie Passeio em Paris, a Barbie Advogada Divorciada... A mãe, prudente, perguntou pelo preço. – Bem, a Barbie Sonho de Princesa, que vem com este lindo castelo, custa $ 350,00; a Barbie Moda Praia vem com todos estes acessórios: guarda-sol, toalha de banho, bronzeador – veja, ela muda de cor ao se expor à luz forte – cadeira de praia, ela sai por $ 400,00; já a Barbie Passeio em Paris vem com um guarda-roupa completo desenhado por estilistas super-famosos, veja esta zibelina, parece de verdade; está na base de $ 450,00. – E a Barbie Advogada Divorciada? – Esta sai por $ 3.800,00. – Nossa, por que tão caro? – É que esta vem com a casa de praia do Ken, do carro do Ken, o apartamento do Ken, o celular do Ken...“
Sim, a grande mulher – apesar de seus pouco mais de 29 cm – é esta loba de corpo escultural, Bárbara Millicent Roberts, a Barbie socialite dos sonhos de todas as garotas ("tudo o que você quer ser", ou seja, uma espécie de Paris Hilton de plástico). Mas não, o grande homem não é Ken, esse metrossexual avant la lettre – antigamente chamariam-no de playboyzinho ou mauricinho. O grande homem não poderia ser outro que não o GI Joe – embora sejam mais de um homem e tenha também mulheres GI Joe (GI Jane?). A bem da verdade a frase mais correta deveria ser: atrás de uma grande mulher vai sempre um grande homem. Sim, porque quem saiu na frente foi a Barbie – que daria origem ao império Mattel. Ela surgiu em 1959. E trazia como conceito inovador as peças intercambiáveis de seu acessório – mais ou menos o conceito usado na venda de computadores: a CPU sozinha não faz nada, é preciso comprar em separado o monitor, a impressora, o mouse, o teclado, além de pacotes de programas para então sim poder se maravilhar com os jogos eletrônicos, messengeres, orcutes (e se virar com espames, vírus, espaiueres, craqueres e outros monstrinhos), além de fazer os trabalhos escolares, baixar músicas (olha a pirataria), consultar o saldo zerado no banco. Assim, a Barbie não era apenas a boneca, mas todo o seu guarda-roupa – que mudava a cada coleção -, suas bolsas, chapéus, brincos, colares, sapatos... Desde então cerca de 1 bilhão de bonecas foram vendidas. Atualmente a Barbie gera um faturamento anual de quase U$ 2 bilhões. [Perto desses números, o GI Joe não parece tão grande assim. De consolo fica que a Barbie mais cara já vendida custava U$ 85 mil – mas isso porque era uma edição especial comemorativa dos 40 anos da boneca, cravejada com 160 brilhantes. Uma Barbie original de 1959 em ótimas condições é vendida por cerca de U$ 8 mil. Já o GI Joe original (o protótipo, è vero) foi arrematado em um leilão por U$ 200 mil (baba, baby, baba).] Mas parte desse mundo das garotas foi trazido ao mundo dos meninos pelo GI Joe – a idéia de diversos acessórios extras: não, um GI Joe não usa maquiagem (no máximo uma camuflagem de guerra) – mesmo a Scarlet já vem com batom pintado à boca, sem necessitar de um estojo com cosméticos – porém tem armas, veículos, animais de ataque (cães, lobos, falcões...); e até o tamanho original do boneco. Apesar de mais novo do que Ken, GI Joe formava um par perfeito da Barbie – que certamente preferia tipos mais másculos do que o afetado Ken. Tanto é que, com a redução do tamanho dos GI Joe para 9,5 cm, a Mattel assumiu, em 1998, os direitos de produção da Polly Pocket, redesenhando-a no ano seguinte: aumentou seu tamanho de 3,8 cm para pouco menos de 9 cm, inserindo-a na linha Barbie. E garantindo assim que os garotos pudessem continuar a brincar com as garotas. Não de casinha obviamente, mas de médico (afinal Barbie além de modelo e atriz é também astronauta e veterinária).
Escrito por Mastim às 03h09
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Downsizing - parte 2 de 2
A expressão blockbuster – arrasa-quarteirões – surgiu durante a Segunda Guerra, referindo-se às enormes bombas convencionais com poder de destruir quarteirões inteiros. Posteriormente passou a designar grandes hits musicais e sucessos da (blearg) Broadway. Com o filme Tubarão (1975) de Spielberg a expressão chegou aos cinemas. Mas foi com Star Wars (1977) de George Lucas que se fixou definitivamente à sétima arte. Arte? Hoje em dia – bem, de certo modo desde sempre – há críticos que torcem o nariz para filmes que pretendem ser, mais (ou menos, na opinião desses críticos)do que filmes, um evento, um acontecimento. De todo modo Star Wars foi um marco. Não apenas pela multidão de espectadores – que logo se tornariam fãs incondicionais da franquia cinematográfica – atraídos (embora seja sobretudo por isso), mas também pela inovação tecnológica que trazia: o som Dolby Stereo estreava seu canal surround, técnicas inovadoras de efeitos visuais foram especialmente criadas. A narrativa mítico-tecnológica que misturava elementos de westerns, histórias de samurais, lendas e sagas de heróis, uma certa filosofia de inspiração oriental, seres estranhos em uma aventura ocorrida há muito, muito tempo, em uma galáxia muito, muito distante e que começava no meio da ação (capítulo 4, uma nova esperança – anunciava um letreiro de caracteres amarelos que subia inclinado na tela) capturou imediatamente os corações e mentes – sobretudo os corações – de uma geração. Tubarão já explorava o conceito do merchandise – quinquilharias com o tema do filme: camisetas, chaveiros, bonecos, canecas, etc, etc, etc. Mas Star Wars, aliás, George Lucas explorou isso com maestria. Ele vinha de um relativo sucesso: American Graffiti (1973) – e sua obra de estréia na direção: THX-1138 (1971), uma ficção científica que desenvolvia seu trabalho universitário, fora bem recebida pela crítica. Sua tacada de gênio – visto em retrospectiva – foi aceitar do estúdio um salário baixo de diretor e roteirista em troca da renda com merchandising. Star Wars arrecadou em bilheterias a ninharia de U$ 800 milhões (U$ 290 milhões apenas nos EUA em sua primeira temporada) – o que o coloca em uma honrosa quinta posição dos filmes de maior renda de todos os tempos – valor que certamente deixou os executivos da 20th Century Fox muito, muito felizes (e os da Universal Studios muito, muito tristes - Lucas havia oferecido a história inicialmente para eles, que bancaram o American Graffiti, oferta recusada). Mas, sim, ninharia, pois a venda com as bugigangas arrecadaram muito mais – considerando toda a série, a renda acumulada com merchandising ultrapassa os U$ 9 bilhões, enquanto a bilheteria total somada chega a U$ 3,4 bilhões. O que deve ter deixado Lucas muito, muito, muito, muito feliz - tornando-o o diretor independente mais bem sucedido. Peraí! Independente? Exato, independente, pois a troca do salário por participação na arrecadação das bilheterias e pelos direitos sobre os produtos de merchandising fazia parte da pretensão de Lucas de ter o controle total sobre sua criação (ele teria a última palavra na edição final). O tema de fantasia espacial, a filosofia místico-oriental (que levaria ao surgimento do jedaísmo), a história bem construída, a trilha eletrizante de John Williams (eleita por uma pesquisa da American Film Institute como o melhor tema musical de filme de todos os tempos – à frente de E o Vento Levou..., Laurence da Arábia e Psicose) ou tudo isso. Difícil precisar exatamente o que tornou Star Wars essa mina de ouro. Um outro conceito inovador trazido pela saga foi em relação aos bonecos de ação associados ao filme. Seu tamanho reduzido de 9,5 cm permitia uma grande linha de veículos em escala – naves espaciais, veículos terrestres, montaria animal, cabanas, etc. e, sobretudo, trazia os preços para baixo – possibilitando que os entusiastas pudessem colecionar todos os bonecos. Como reflexo direto do sucesso dessa linha de produtos, a Hasbro decidiu reduzir o tamanho de seus bonecos GI Joe quando retomou sua produção em 1982 – após interrompê-la quatro anos antes Star Wars mudou para sempre a história de como se faz e se vende cinema. E também GI Joes.
Escrito por Mastim às 01h07
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Downsizing – parte 1 de 2
O que é hoje a região do Oriente Médio, entre 265 e 55 milhões de anos atrás foi parte do leito do Mar de Tétis. Fazendo parte da plataforma continental, em suas águas rasas, ao longo do tempo, foi se sedimentando matéria orgânica – restos de plâncton e animais. Os sedimentos acumulados aos poucos foram se consolidando em rochas ricas em compostos de carbono. Com o fechamento do Mar de Tétis, a placa da Arábia se chocou com a placa da Ásia, soerguendo o leito e dobrando as Montanhas Zagros no atual Irã. A ação bacteriana, a temperatura e a pressão, contribuíram para reduzir a quantidade de oxigênio nas moléculas orgânicas - tornando-as uma mistura de hidrocarbonetos altamente energéticos. Milhões de anos depois, essa região conheceu o florescimento da civilização humana – entre os rios Tigres e Eufrates. Impérios surgiram e desapareceram: sumérios, acadianos, hititas, cassitas, assírios, babilônicos e persas. Estes últimos formaram uma civilização poderosa que fez frente aos gregos – e, em uma batalha decisiva, decidida por uma tempestade que arrasou a frota persa, a história do ocidente tomou outro rumo. Em contrapartida, gregos macedônios comandados por Alexandre, o Grande, conquistou quase toda a região, mas em um império que não durou muito tempo. Posteriormente, os romanos conquistaram a região da Judéia e seus habitantes – os judeus – espalharam-se pela Europa. Tendo nascido ali o judaísmo, viu também surgir o cristianismo que acabou por cooptar o Império Romano. Mais tarde, outra grande religião monoteísta abraâmica floresceu na região: o islamismo. Rapidamente o império islâmico se espalhou por todo o subcontinente árabe, avançando sobre o Império Persa, a Ásia Central, Sul da Ásia, parte da Índia, chegando às ilhas do Sudeste da Ásia. Ao oeste, o império expandiu-se pelo norte da África e aportou na Europa – já fragmentada em diversos reinos surgidos pela queda do Império Romano do Ocidente – pela porção sul da Península Ibérica. Os mouros – muçulmanos africanos – foram expulsos da Europa com a Reconquista Ibérica – que levou à formação do estado de Portugal e às Grandes Navegações (que, entre outras coisas, redundou na descoberta da América pelos europeus). A luta com os cristãos concentrou-se então pela região de Jerusalém durante as cruzadas. A posse do território alternou-se durante um tempo, ficando, depois, finalmente nas mãos dos muçulmanos árabes. Os muçulmanos conquistaram a região da Ásia Menor – atual Turquia – então o Império Romano do Oriente ou Bizantino, estando o Ocidente, mais uma vez quase à mercê de uma civilização oriental. Desta vez não foi uma tempestade, mas uma invasão vinda de mais à leste – os mongóis – que detiveram os muçulmanos de adentrarem a Europa pelo portão oriental. O império mongol, como o alexandrino, logo se desfez. Com as grandes navegações, as nações européias se capitalizaram com a exploração do ouro americano, a mão-de-obra escrava africana usada em suas colônias e com o comércio de especiarias do oriente através de uma nova rota marítima. A porção da Ásia Menor consolidou-se como o Império Otomano sob cuja influência ficou parte do Oriente Médio, a europa balcânica e Egito. Com a derrota na Primeira Guerra, o Império Otomano se desfaz e diversos estados muçulmanos se formam. Esses estado menores acabaram por ficar sob a tutela de países europeus vencedores da guerra, em especial do Reino Unido. Um a um, os países foram conquistando sua independência (ao menos nominal). Na Europa crescia o sionismo – movimento judeu por um estado próprio – e o anti-semitismo (mais precisamente o antijudaísmo) – um sentimento contrário aos judeus. Com a eclosão da Segunda Guerra e da perseguição nazista contra os judeus, a vitória aliada determinou o apoio aos judeus pela formação de um estado próprio na região do Oriente Médio, ao lado de um estado palestino – habitantes da região do antigo estado Filisteu (sendo os filisteus, segundo a tradição bíblica, inimigos históricos dos hebreus). A instalação do estado judeu de Israel, com a imigração de centenas de milhares de judeus para a região ocupada pela maioria árabe ocasionou um movimento contrário, eclodindo a Guerra Árabe-Israelense. Israel, apoiado pela potência militar dos EUA, saiu vitorioso, expandindo seu território. Os palestinos que habitavam a região refugiaram-se nos países árabes – em especial no sul do Líbano – e impedidos de retornarem às terras sob o domínio israelense. Ali, diversos movimentos pela formação do estado palestino e contrários ao estado de Israel se formaram – como o Hamas e a própria OLP. O terrorismo foi uma arma política muito utilizada na campanha desses grupos. Entre avanços e retrocessos, finalmente a região ocupada pelos palestinos ganhou uma limitada autonomia e a OLP, após renunciar oficialmente ao terrorismo, como representante do povo palestino deu base para a Autoridade Palestina. O estado de Israel era visto como estratégico pelos EUA na região – frente à expansão da influência soviética (que emergiram como os grandes adversários dos EUA após a Segunda Guerra) nessa área rica em petróleo – recurso essencial para o mundo moderno. A política americana influenciou o clima acirrado na região, o que justificava a presença estadunidense e permitia tentar o controle das fontes de petróleo nas mãos dos países árabes. Com o colapso da União Soviética, a política americana passou de tensão para distensão – tentando viabilizar a formação do estado palestino e diminuir a animosidade entre Israel e os países muçulmanos árabes. De todo modo têm justificado sua presença na região com guerras contra o Iraque – além de ter anteriormente incentivado a resistência iraniana contra a expansão iraquiana – seja pela invasão do Kuwait pelo Iraque, seja por alegações de desenvolvimento de armas de destruição em massa. Os países árabes, conscientes da dependência do ocidente de seu petróleo, organizaram a OPEP e, em 1973 decidiram pelo aumento do preço do produto. Isso desencadeou a Crise do Petróleo. Um segundo choque ocorreu com a Revolução Iraniana em 1979, em que o xá Reza Pahlevi foi deposto no Império Persa, criando-se uma república islâmica. O aumento do preço do petróleo encareceu não apenas os combustíveis fósseis, mas todos os derivados – incluindo aí o plástico de que os bonecos GI Joe são feitos. Procurando reduzir os custos, a Hasbro decidiu pela diminuição do tamanho dos bonecos – passando de quase 30 centímetros para pouco mais de 22,5 cm – economizando matéria-prima. Uma segunda redução do tamanho ocorreria mais tarde.
Escrito por Mastim às 16h47
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O criador
Don Levine (não confundir com o escritor Isaac Don Levine) cresceu entre o bairro de Forest Hills, Nova Iorque na região de Queens e a cidade de Great Neck, no estado de Long Island. Quando jovem chegou a defender seu país no torneio juvenil da Copa Davis. Formou-se em administração de negócios pela Universidade de Siracusa e foi convocado para o exército americano, participando da força de invasão de Inchon (em setembro de 1950), durante a Guerra da Coréia.
Ao sair do exército, fundou com dois outros parceiros uma agência de publicidade. Mas, à procura de uma melhor remuneração, entrou para uma empresa que fornecia cadernos de notas, diários e material escolar para lojas de, à época, grandes redes varejistas como F.W. Woolworth, J.C. Penny e Sears. Teve então a idéia de produzir uma linha de cadernos com cores delicadas voltada para meninas - a Ponytail. Seus superiores não se empolgaram; ele, então apresentou seu projeto para algumas redes varejistas, o que o fez ser demitido.
Merril Hassenfeld, presidente da Hassenfeld Toys - que mais tarde se tornaria uma das gigantes do setor de brinquedos, a Hasbro - havia ouvido falar do sucesso de Levine com a Ponytail e, em um encontro na sede da Hasenfeld em Providence, Rhode Island, ofereceu a Levine um cargo. Posteriormente, Hassenfeld propôs a Levine o comando de uma nova companhia que produziria a linha Ponytail para entrar no florescente mercado jovem.
Em 1963, Levine era vice-presidente e diretor de marketing e desenvolvimento da Hasbro Toys. Um agente chamado Stan Weston, inspirado no program de TV The Lieutenant, decidiu levar a idéia de uma linha de bonecos militares para a empresa. Levine e sua equipe trabalharam no desenvolvimento. Surgia o GI Joe. Esse brinquedo tornaria Don Levine uma lenda do mundo da indústria de brinquedos.
Em 1975, Levine deixou a Hasbro e fundou sua própria empresa, a Kenya - atualmente uma das principais empresas fabricantes de bonecas - a primeira linha de bonecas de características afro-americanas a atingir altas vendas. A empresa atual de Levine, a Family Values, LLC, tem uma ação diversificada de brinquedos, livros, músicas e vídeos - como o nome da empresa sugere - explorando o crescente mercado americano de produtos religiosos.
Escrito por Mastim às 21h25
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A história
O americano Don Levine, em 1963, teve a idéia de criar um boneco de soldado. Por muito tempo, bonecas foram coisa de menina. Os meninos no máximo brincavam com soldadinhos de chumbo - figuras pequenas, estáticas, que passaram a ser usadas também em simulações táticas por generais para planejar os combates reais. O soldado de "chumbo" de Levine era diferente. Confeccionado em plástico, articulado (não, não falava, mas braços e pernas podiam ser movimentados), cheio de acessórios e de dimensões maiores - 29,21 cm - parecer-se-ia (também detestei a mesóclise) mais com as bonecas com as quais as meninas brincavam. Haveria resistência dos garotos? Levine apostou que não e lançou o boneco no ano seguinte - insistindo que não fosse chamado de boneca, mas de boneco de ação (action figure) e guerreiro articulado (movable fighting man). Sendo soldado, com cara de mau, cicatriz no rosto, a barba por fazer, os meninos não viram motivos para achar que se tratava de uma boneca. Eles não dariam de papar para o brinquedo. Eles os jogariam de despenhadeiros (o encosto do sofá), rastejariam-no por campos minados (o quintal da casa) e tudo o que um homem de verdade - um soldado corajoso e viril - faria. Sucesso! Desde então, o faturamento das vendas já chegou à casa dos 3 bilhões de dólares, com um volume de 400 milhões de unidades vendidas. O nome do brinquedo baseou-se no filme Story of GI Joe (1945), dirigido por William A. Wellman. 40 anos depois do lançamento, a 7 de agosto de 2003, o protótipo do boneco foi leiloado pela bagatela de 200.000 dólares. Foi vendido para um empresário de Baltimore chamado Stephen A. Geppi. Bagatela, porque a expectativa inicial era que alcançasse um preço mínimo de 600.000 dólares*. Saindo por um terço do valor estimado, foi uma pechincha. Ainda assim o feito entrou para o Livro Guiness dos Recordes** como o mais caro boneco de soldado história.
*Quanto era mesmo? O valor de 600 mil dólares deve ser levado com alguma desconfiança. Afinal sempre há, por parte do vendedor, o desejo de se supervalorizar o objeto a ser vendido. (A menos que se esteja em desespero de causa. O que não parece que fosse o caso.)
**Nota prosódica: recorde pronuncia-se rec/ó/rde e não r/é/corde, como a Rede Globo insiste que seus apresentadores falem - não sei se é pra não se referir à concorrente Rede Record ou se é pra homenagear a Editora Record.
Escrito por Mastim às 12h25
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O nome
GI Joe. Galvanized Iron > Government Issue + Joe. As iniciais GI, nos inventórios dos suprimentos do exército americano, indicavam objetos como latas de lixo, feitos de ferro galvanizado. Por troça passou a designar os próprios soldados (durante a 2a. Grande Guerra). Nesse processo GI passou a ser reinterpretado como Government Issue (Questões de Governo). Joe, redução do nome próprio Joseph, é o nome genérico em inglês correspondente ao 'fulano' em português.
Escrito por Mastim às 12h10
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